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Competição Missionária

Cada um de nós recebemos da parte de Deus um chamado específico. Deus mais do que ninguém conhece a cada um de nós, nossas fortalezas e nossas fraquezas e opera em nós de acordo com seu poder. Então muito de nós missionários saímos ao campo com nossos corações desejosos em dar o melhor de nós para que o nome de Jesus seja conhecido e glorificado.

Quando chegamos em nossos campos de atuação, seja na base de uma missão ou num campo longínquo no meio da savana africana, somos tentados a acreditar que nossa formação, nossos projetos, nosso jeito de fazer missão é melhor, mais produtivo do que de outros irmãos que igualmente foram levantados por Deus para servir.

Carregamos em nós um sentimento “triunfalismo missionário” onde o nosso egocentrismo fala alto e tendemos a desconsiderar todo o trabalho árduo de missionários que nos antecederam. Não se trata de uma visão fechada ao novo, mas de um espírito de competição e concorrência desnecessária que só traz mal ao trabalho missionário. “Minha ideia é melhor”, “meu projeto é mais relevante”, “vocês precisam ver o que missionários de verdade”, “eu sim sei como alcançar, pregar, ministrar, etc”. Basta olharmos para o relato de Marcos 10.35 e vemos que infelizmente a competição missionária estava presente até mesmo entre aqueles que conviveram com Jesus.

A verdade é que Deus nos fez únicos, e Seu chamado é pessoal. E é na diversidade de ministérios que Deus encontra espaço para atuar. É através das pequenas ações que os grandes projetos podem avançar. O que seria de um escritório se não houvesse uma pessoa capacitada e tão empenhada em limpar e organizar o ambiente de trabalho? Porque insistimos em achar que o que nos define ministerialmente é a posição que exercemos? Deus usa diferentes maneiras, equipes e pessoas para cumprir Seu propósito de salvação.

Ao invés de competirmos, precisamos buscar a unidade descrita na oração de Jesus em João 17.20 pelos seus discípulos:  “Minha oração não é apenas por eles. Rogo também por aqueles que crerão em mim, por meio da mensagem deles, para que todos sejam um, Pai, como tu estás em mim e eu em ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste”.

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