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Creed e o Discipulado

Enquanto estou voando para Bogotá-Colômbia para as reuniões da diretoria do Comibam, passo o tempo fazendo uma das coisas que mais gosto, assistindo filmes. Mas hoje por algum motivo um dos filmes falou muito forte comigo… Para aqueles que tem mais de 40 anos como eu, não se esquecem dos filmes de Rocky Balboa, e o que falar então da sua luta épica com Apollo Creed.

Pois bem, o novo filme agora traz o filho de Apollo sendo treinado por ninguém mais do que o própio Rocky Balboa. Mas o que se vê no filme não é apenas um relacionamento de treinador e aluno, é muito mais que isso, o filme fala sobre a linda tarefa de compartilhar a vida, de ensinar muito além do que uma profissão, de mutualidade, de dedicação, fala sobre aprender e ensinar.

O filme fala sobre o verdadeiro sentido do discipulado…
Apesar do discipulado estar tão presente em boa parte das igrejas nos dias de hoje, ele se tornou algo mecânico, deixou de ser uma caminhada lado a lado que nos ensina a crescer, a amadurecer.

O discipulado bíblico, nos fala de uma caminhada que não tem fim, mas que gera relacionamentos de amor, de cumplicidade de aprendizado que levamos para todo o sempre em nossa caminhada. O discipulado é o ato de ajudar aqueles que Deus coloca em nosso caminho a crescerem em sua fé, ensinando-os humildade, perseverança, gana, dedicação, liderança…

Neste sentido Rocky Balboa tem algo a nos ensinar. Ele nos ensina que nossas vitórias são conquistada “um passo de cada vez”, que não existem fórmulas mágicas, muito menos métodos infalíveis, mas sim uma exposição de nossas próprias vidas, ao ponto de deixarmos que até mesmo nossas fraquezas apareçam. Não é possível ensinar aquilo que não vivenciamos, aquilo não aprendemos ao longo da nosso própria caminhada.

O jovem Creed também nos ensina, nos ensina que é preciso ter humildade para reconhecer que sozinhos não avançamos, que outros mais experientes que nós, podem nos abrir os olhos para situações da vIda que antes não enxergávamos. Com ele aprendemos que nem sempre o desejo de conquistar, nosso própria experiência, é suficiente para que os planos se cumpram em nossas vidas.
Assim o plano de Deus em nossas vidas deve-se cumprir, ora como discípulos, ora como discipuladores, crescendo como crentes maduros para o centro da vontade de Deus.

Tenho tido o privilégio ao longo de minha carreira ministerial ser discipulado por uma pessoa gentil, pronta a me ensinar, pronta a chorar, sorrir e caminhar ao meu lado. Não preciso citar seu nome aqui, até porque, conhecendo-o como o conheço sei que ele não faria questão nenhuma de reconhecimento, mas a ele gostaria de dizer – Tem valido a pena cada minuto, obrigado por acreditar que eu poderia, mesmo quando eu mesmo deixei de acreditar…